Antigamente a aferição do percentual de gordura era feita principalmente pelo adipômetro. Ainda hoje, muitas pessoas usam esse método de aferição. Porém, esse método acaba tendo alguns pontos negativos, como: constrangimento do paciente pelo avaliador ter que apertar algumas dobras cutâneas do seu corpo e impossibilidade de aferição desse percentual em pacientes com obesidade, alguns com de percentual de gordura muito baixo e pacientes com pele muito justa ao corpo impossibilitando pinçar as dobras.
A avaliação feita a partir da balança de bioimpedância (BIA) também tem seus pontos negativos, porém não são limitantes. No dia da aferição é necessário um pré-preparo para a pesagem. Jejum de 3 horas, não fazer atividade física de alta intensidade no dia, não fazer sauna ou massagem no dia e não consumir cafeína antes da consulta. Com isso, temos um resultado muito mais fidedigno. E pode ser feita em obesos, desnutridos e em pessoas com as dificuldades listadas acima, além de não ser necessário tocar no paciente ou pinçar as dobras cutâneas.
A avaliação antropométrica é feita a partir da balança de bioimpedância (BIA) aprovada pela ANVISA em que uma corrente elétrica alternada e segura (imperceptível) passa pelo corpo do paciente medindo os valores de resistência e reatância.
A BIA fundamenta-se no princípio que os tecidos corporais oferecem diferentes oposições à passagem de corrente elétrica. Os tecidos magros são altamente condutores de corrente elétrica devido a grande quantidade de água e eletrólitos, ou seja, apresentam baixa resistência à passagem da corrente elétrica. Por outro lado, a gordura, o osso e a pele constituem um meio de baixa condutividade apresentando, portanto, alta resistência. Assim, através dos valores obtidos para essas variáveis em diferentes frequências, o analisador calcula a composição corporal.